? Segunda-feira, Abril 25, 2005 ?

Perdi. Sim, tinhamos nas maos em concha e papelinhos que diziam confianca, diziam preocupacao, amor quase obsessivo, conversas entre vinho e queijo. Diziam, os dedos abriram se e o vento lancou-os espalhados , misturados nas pocas de agua. A tinta lacrimeja fria (sao as cordas que empurram estas palavra) 
Post by "tens medo do escuro?" || 12:03 PM
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Apaga a luz
4 Luz(es) Apagada(s):
oh..bolas..agora fiquei sem palavrinhas..texto lindo..foto linda..tu:um doce =') *
Tao doces que eram as palavras, tao amargos os sentidos agora.
se eu encontrar uma ilha...
fikei com o teu comment no pensamento ou gostava de falar ctg....
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? Domingo, Abril 24, 2005 ?
Leve, leve , gotas que picam lançados na frescura dos olhos cerrados, que nada esperam já.
Leve, leve, a gota que me escorre no lábio murmura-me: remorso. Perdeste por nao querer lutar. Preço da guerra que travaste entre ti e ti.
Entre o que deixavas de acreditar e o que querias mudar. Entre o que mudaste e nao tocaste e entre o que ja nao sabias se havias de sonhar e a dor da tua alma encorrilhada.
Leves, leves, bebo-as salgadas de cabelos colados nas costas e esperar o vento me trazer-te sem te perder mais.
Post by "tens medo do escuro?" || 4:07 PM
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Apaga a luz
2 Luz(es) Apagada(s):
eu também as bebo (?)..
adoro-te*
E porque n?o beber um pouco mais, para que um dia n?o se repitam estes salgados erros.
Mas o vento nada traz, um sopro é mais de fiar.
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Se soubesses o que eu nao sei e nao me dissesses, eu dizia te o que sentia que ia saber.
Sabia e escondia atras das costas e tu sabias onde estavam as costas, nao diziamos e sabiamos.Sabiamos, que dizer, um dia gritámos, ficámos sem saber se oque dissemos mudava alguma coisa. Quando é dito, sabemos mais? Ou o que sabemos nunca e dito, e o dizer e nao querer saber,e ver , e dizer o qe nao sabemos e queremos saber?
Dissemos, quisemos, cansamos, escondemos, procuramos, e quase que encontramos e nao nos angustiamos no suspiro desinteressado.
Post by "tens medo do escuro?" || 4:05 PM
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Apaga a luz
2 Luz(es) Apagada(s):
as palavrinhas.. as palavrinhas q desprezamos, q dizemos n significarem nada, q chutamos e insultamos e magoamos e tudo isso, mas q no fundo amamos perdidamente.. as palavrinhas mágicas.. como estas: adoro-te muito =') *
Hum... vou suspirar...
-Suspiro-
Eu já disse que morro por que me digam? O pior é que me dizem o que já sei, e sabendo eu preciso eu que me digam?
Dizer apenas traz confirmaç?o ao que o outro diz.
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Louca no barco de papel : as tuas maos agarram as bordas. Baloiças, baloiças. Fazes ss,e as maos tambem.
Cortamos o ar, nao, deslizamos no ar, em valsas lentas.
As minhas maos pedem o teu suor frio, e pedem-te que deixes o quero na lingua.Engole-o, ou antes, lança-o no braço que se revolve depois gracioso no ar.
Dança, rodopia, uma curva , salta no barco branco de linhas, leve. Balança o pe direito diz querer! o pe esquerdo roda hesitante e no chao, escrito, uase apagado, nao quero querer (murmurio ansioso. )
Se quiseres, esticas a perna e avanças (para o barco, nao te desequilibrando), se nao quiseres podes saltar, com os dois pes juntos e juntares-te ao barquinho.
Teve entre os dedos, rodopiam agora nas tuas maos e o barco, tambem.
E agora o barco navega nas palavras entre um livro.Balanças e balan..Agarra te!
Post by "tens medo do escuro?" || 4:03 PM
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Apaga a luz
2 Luz(es) Apagada(s):
eu balanço.. balanço sempre.. mas depois solto as palavras..
quero
n?o quero
já n?o sei
nada
escondo-me no barquinho e tento perceber o que significa tudo isto, tento sem medo, mas..o meu coraç?o de menina n?o deixa..
adoro-te*
Calo-me
- Balanço, ao sabor das palavras -
- Calo-me já disse.
Falei
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Corpos. Fumo doce. Ch?o espelho, frio enrolado nas minhas pernas, calor entrelaçado nos dedos. Os dentes apanham frio, os olhos contraem-se, sem temerem ver-se na tua pupila.As peles, os dedos, os arrepios, o movimento.
Eu, tu, os outros, e o sorriso. O ar da noite so nosso, o ceu cor de cobre so nosso. Levantei do chao e nao respiro em mim.O chao preto so nosso.
Nosso, o sem-nome.
Post by "tens medo do escuro?" || 4:02 PM
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Apaga a luz
1 Luz(es) Apagada(s):
Mas eu hoje estou falsamente desolado, por isso digo que o ch?o preto n?o é preto mas mais um abismo escondido.
Raios, odeio abismos escondidos.
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chuva + pedra +orvalho + pes frios + costas arrepiadas + cabelos colados + sussurros desconexos + passos de corrida + vazio de cantos de passaros + relogio detestavel.
Nao, as escadas de betao estao cheias do barulho de cortador de relva e gritos de miudos. Va , da a mao e vamos ser nos sem mais ninguem, manto de invisibilidade.
Orvalho. Pequenas perolas de cristal a beijar o verde. Os pes gelados e a pedra suja que nos recebe.
Nao, estas linhas nao vao sequer delinear as nossas, palavras desconexas , olhares desconfiados a querer afastar outros humanos.
Cabelos molhados, perder a noçao do que eu sou e tu es, aquilo que me solta o folego e o nos.
Sonhado. Real sem eu saer as palavras ou o que é, ou a calma, ou a paz, ate a inquietude ficou pisada no ruido surdo do verde gelado.
Post by "tens medo do escuro?" || 4:00 PM
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Apaga a luz
0 Luz(es) Apagada(s):
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Sim, ao canto da sala , sozinha a chorar.
Queria mudar, começo eu murmurando sil?ncios. N?o. O mundo n?o. Queria mudá-la. De uma vez por todas, despe essa amargura, despe queima, rasga, ouve o som seco, violento.Falho, penso.
Quero avançar, vejo-te.
N?o tenho o teu braço atras de mim, nem com todo o amor nas tuas maos em concha e olhos vidrados.Nao tenho a confiança que ja me fez soltar tanto, nao tenho o "vai", nao tenho o "ensinaste me tanto agora". Nao tenho a desculpa da falha, e onde esta a calma , a dos pes um a frente do outro, lentamente? Nao tenho.
O canto da sala e eu e os joelhos contra o peito e o frio a ser afugentado.
A felicidade tao sem letrinhas, so bocas, maos , abraços , lagrimas.
Um passo. A solidao tao com letras, tao silencio , tao tristeza, tao medo.
Nao te sei.
Post by "tens medo do escuro?" || 3:58 PM
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Apaga a luz
0 Luz(es) Apagada(s):
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